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O Andanças está de regresso à Barragem de Póvoa e Meadas

 

É um regresso à natureza, num espaço inserido no Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde a geomorfologia e as condições climatéricas estão na origem de uma significativa biodiversidade. Numa zona priveligiada, de beleza singular, com os seus vales encaixados, as cristas quartzíticas imponentes, a fauna, a flora, e muitas fontes de água, podem também ser encontrados diversos elementos e conjuntos de elevado valor cultural onde é notável a presença de um vasto património construído, revelando a ação do Homem desde os tempos mais remotos.

Existem numerosos vestígios arqueológicos, assim como outras construções bem integradas na paisagem, como os socalcos existentes nas encostas mais declivosas; os muros de pedra com junta seca, usados na delimitação de caminhos e propriedades rurais; as eiras onde se secavam os cereais; as lagariças, usadas no fabrico de azeite; os poços e respetivas noras; os fornos, as ermidas, as habitações tradicionais e numerosos apoios agrícolas, as choças e os chafurdões, que serviram de exemplo ao espaço que serve de berçário e da comunicação no Andanças.

Relativamente à flora, a paisagem é povoada por sobreiros, azinheiras e zonas cultivadas de oliveiras e vinhas. Voltadas a norte, as encostas têm características atlânticas, mais sombrias, com maiores índices de humidade, onde prevalece o carvalho negral e o castanheiro. Estes apresentam grande valor patrimonial por serem determinantes para a conservação da natureza.

Quanto à fauna, existem numerosas comunidades de aves: algumas consideradas raras, como a cegonha-negra, a águia-de-bonelli e o grifo; e outras mais comuns, como o gavião, a águia-cobreira, o peneireiro-cinzento, o milhafre, o tartaranhão, o bufo-real e a coruja-do-mato.  É, ainda, possível observar uma grande variedade de mamíferos, tais como: o javali, o veado, o texugo, o toirão, o saca-rabos, o ginete, o gato-bravo, a raposa e o coelho.

A Barragem de Póvoa e Meadas situa-se a cerca de 11Km para noroeste da vila de Castelo de Vide. Foi cosntruida em 1927 para produção de energia elétrica, tendo sido a primeira hidroelétrica do país.

 

A sua albufeira é alimentada pela mais longa ribeira do concelho, a Ribeira de Nisa, e por uma série de outros pequenos cursos de água.Ocupa uma área aproximada de 236 hecatres e 6 quilómetros de comprimento. O leito da albufeira é caracterizado pela existência de afloramentos rochosos graníticos que contribuem para um cenário único. 

 

Na envolvente da barragem é possível visitar dezenas de monumentos arqueológicos e outros de carácter mais etnográfico, nomeadamente sepulturas rupestres de diversos períodos (escavadas na rocha ou de lajes) algumas formando necrópoles, antas, uma ponte medieval, chafurdões, choças, eiras, noras, lagariças). É também uma zona privilegiada para a observação de espécies ligadas ao meio aquático, aves, anfíbios e répteis, algumas em vias de extinção (como a lontra e a cegonha-negra).

A aldeia da Póvoa e Meadas situa-se 12 quilómetros a noroeste de Castelo de Vide e integra um território povoado desde tempos remotos, conforme atestam os numerosos vestígios arqueológicos de praticamente todas as épocas, desde o Paleolítico até aos dias de hoje.


Insere-se numa zona planáltica, a aproximadamente 350 m de altitude, predominantemente coberta por montados de sobro, olivais, áreas agrícolas e formações ripícolas. Constituindo, em tempos, um concelho autónomo, é atualmente a única freguesia que não faz parte da vila de Castelo de Vide.


Pensa-se que terá sido fundada pelos Templários por volta dos séculos XIII e XIV, em torno da atual Igreja da Misericórdia (séc. XVI a XVII).


O núcleo urbano foi sendo construído ao longo do eixo viário principal que liga Castelo de Vide a Montalvão. Também cresceu adjacente à estrada que nos leva a Nisa e de uma outra, em sentido contrário, que faz a ligação ao concelho de Marvão. Resultou, então, num aglomerado pouco compacto e de braços muito extensos.

 

Esta aldeia deve a sua existência, essencialmente, à agricultura. Os grandes latifundiários possuíam grandes edifícios-sede das casas de lavoura, esplêndidos exemplares da arquitetura rural de função agrícola. As restantes habitações, de origem mais humilde, pertenciam à população assalariada.


Dos símbolos do comunitarismo o que mais tempo resistiu foi o Forno da Passagem, forno comunitário de que ainda resta a passagem que lhe deu o nome e que, para além de cozer o pão, servia para aquecer nas noites de Inverno aqueles que voltavam do campo e ali se sentavam, antes do regresso a casa.


Realçam-se ainda alguns elementos patrimoniais de referência como: a antiga Torre Municipal, as diversas igrejas e capelas, as numerosas fontes, o Sobreiro e a Anta do Pai Anes e outros vestígios arqueológicos de entre os quais se destaca o Menir da Meada, o maior da Península Ibérica.

A histórica vila de Castelo de Vide encontra-se na vertente Norte da serra de S. Mamede, entre 540 e 600 metros de altitude.

 

Castelo de Vide desenvolveu-se a partir do século XIII, tendo como origem a cumeada onde se encontra o castelo e a encosta sul adjacente, denominada atualmente por “Canto da Aldeia”. Apresenta-se como um conjunto urbanístico único e muito característico, possuindo valores arquitetónicos, históricos e culturais ímpares que vale a pena conhecer, destacando-se a Arquitetura Militar e Religiosa. É o caso do Castelo (séc. XIII a XVI) e respetivo Burgo Medieval, assim como a restante muralha abaluartada setecentista e o Forte de S. Roque (séc. XVII a XVIII). São invulgarmente numerosos os edifícios de carácter religioso. Excetuando a Sinagoga (anterior a séc. XIV), todas as restantes igrejas e capelas são católicas. De realçar a Igreja Matriz de Santa Maria da Devesa (séc. XVIII a XIX), localizada no centro da vila na Praça D. Pedro V, e a Igreja de Nª Sra. da Alegria (séc. XVII). De toda a vila podemos ver lá no alto a Ermida de Nossa Senhora da Penha (séc. XVI), cujo passeio recomendamos a todos os que não querem perder a melhor vista de Castelo de Vide e o pôr do sol no planalto alentejano.

 

Sugerimos o passeio no antigo bairro judeu de ruas íngremes e floridas em torno da Sinagoga, recentemente transformada em Museu, e que permite um olhar sobre a herança judaica que nos chegou aos dias de hoje. Sugerimos também que descubram todas as portas ogivais, daquela que é a segunda maior coleção de portas ogivais (séc. XIV a XVI) do mundo localizadas na encosta do castelo.

 

Castelo de Vide é a vila das fontes. Apesar do calor, poderão refrescar-se e beber água em vários recantos. Uma das fontes mais frescas está localizada junto ao Olival da Mealhada, a Fonte da Mealhada. A Fonte da Vila é o ex-libris desta localidade, quer pelo seu valor artístico, quer pelo largo onde se encontra situada (Largo Dr. Frederico Laranjo). Poderão ainda passar na Fonte do Ourives, ao centro do Largo Capitão Fernando Salgueiro Maia. Se o calor apertar, sugerimos um mergulho refrescante nas Piscinas Municipais de Castelo de Vide.

Marvão

 Localizado a 12 quilómetros, a vila de Marvão, uma das mais impressionantes da região devido à sua localização no topo da Serra do Sapoio, está a uma altitude de 860 metros. De Marvão à antiga cidade romana de Ammaia são apenas 6 kms para visitar aquele que é um dos mais importantes vestígios da civilização Romana, no Norte do Alentejo. A Caminho de Marvão sugerimos uma paragem refrescante na Piscina Natural da Portagem, uma pitoresca povoação rural da freguesia de São Salvador da Aramenha, banhada pelo rio Sever.

 

Portalegre

A apenas 20 quilómetros de distância, está Portalegre, capital de Distrito, onde vale a pena visitar a Sé Catedral, o Museu Municipal, a Casa Museu José Régio, o Museu da Tapeçaria, entre outros dos quais destacamos o Castelo.

 

Nisa

Nisa encontra-se a 12 quilómetros da Barragem de Póvoa e Meadas. De origens muito antigas, Nisa possui um vasto Património, como o que ainda resta do Castelo do século XIII, as Portas da Vila (a da Vila e a de Montalvão), as Igrejas Matriz do século XV e da Misericórdia do século XVI (com um interessante Museu de Arte Sacra), as Capelas do Calvário do século XVII e a de Nossa Senhora dos Prazeres do século XVI, ou a interessante Anta de S. Gens, integrada num conjunto de quatro monumentos megalíticos. Lá no alto, a cerca de 3 quilómetros, pode visitar-se a Ermida de Nossa Senhora da Graça, com o seu miradouro de vistas imperdíveis para o planalto alentejano. E não devem sair da vila sem provar os típicos queijos de ovelha.

 

Para quem tiver vontade de continuar o roteiro histórico, poderá ainda visitar as bonitas vilas do Crato e Alter do Chão.

 

Mais informações sobre a região e os seus pontos de interesse aqui.

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